19 Maio 2012

'Não é um fracasso', diz presidente da SpaceX sobre lançamento abortado

Falcon 9 não foi ao espaço por problema de pressão elevada em motor.
Nova tentativa de lançar foguete deve acontecer em 22 de maio.

 
Do G1, em São Paulo

A agência espacial americana (Nasa) deu explicações, em uma coletiva de imprensa às 7h30 (horário de Brasília), a respeito do lançamento abortado da 1ª nave espacial privada rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês). Gwynn Shotwell, presidente da SpaceX, empresa responsável pela missão, afirmou que o caso "não é um fracasso. Abortamos com um propósito".

Segundo ela, um problema de elevada pressão no motor 5 do foguete Falcon 9 foi a causa do cancelamento da missão no último segundo, que ocorreu em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. "Temos que fazer o lançamento com todos os nove motores funcionando, por isso a decisão de abortar. Não podemos culpar nossos homens por essa", afirmou. A nave levaria a cápsula não-tripulada Dragon, carregando cerca de 500 quilos de suprimentos.

"O que vamos fazer agora é manter a área com segurança", explicou. "Estaremos lá procurando o que houve de problemas e faremos uma declaração oficial em breve". Shotwell disse também que "é possível reparar o problema" e que Falcon 9 deve ser lançado no dia 22 de maio. "Faremos uma inspeção visual e abriremos o foguete caso necessário".

A SpaceX recebeu US$ 1,6 bilhão da agência espacial americana (Nasa) para fazer 12 voos de reabastecimento da ISS, após a aposentadoria dos ônibus espaciais no ano passado. Este voo, por ser um teste, não conta como um deles.

Outra empresa contratada para o mesmo serviço, a Orbital Technologies, ainda não colocou uma nave em órbita.


O desafio é grande e a Nasa já adiantou que mesmo que algo dê errado, o projeto vai continuar. No material de divulgação à imprensa, a própria SpaceX se dizia preparada para problemas. “Se algum aspecto da missão não tiver sucesso, a SpaceX vai aprender com a experiência e tentar de novo.”

Se a missão conseguir superar esses desafios, os voos robóticos de reabastecimento da estação podem começar a virar rotina. E mais: tanto o Falcon 9 quando a Dragon foram projetados para carregar astronautas.

Caso a empresa consiga provar que consegue voar com segurança, os americanos – que estão sem naves próprias desde a aposentadoria de Discovery, Endeavour e Atlantis – finalmente poderão voltar ao espaço por conta própria.

17 Maio 2012

Soyuz com 3 tripulantes a bordo se acopla com sucesso à ISS

EFE 

Em Moscou

A nave russa Soyuz TMA-04M com três tripulantes a bordo - dois russos e um astronauta da Nasa de origem portorriquenha - se acoplou nesta quinta-feira (17) com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

A nave se enganchou ao porto de acoplamento do módulo Poisk, que faz parte do segmento russo da ISS, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia, citado pela agência "Interfax".


A tripulação da nave, lançada na terça-feira (15) a partir da base cazaque de Baikonur, é integrada pelos russos Gennady Padalka e Sergey Revin e o astronauta da Nasa de origem portorriquenha Joe Acaba.


Os três astronautas serão recebidos por outros três tripulantes da plataforma internacional: o russo Oleg Kononenko, o holandês Andre Kuipers e o americano Donald Pettit.


A duração da missão espacial de Padalka, Revin e Acaba será de 126 dias.


Poucos dias após sua chegada à ISS, os três, junto aos tripulantes veteranos, serão testemunhas da histórica chegada à plataforma espacial do novo cargueiro americano Dragon, que será lançado pela Nasa em 19 de maio.


Em caso de êxito, essa será a primeira nave espacial privada a acoplar-se à ISS.


O comandante da 31ª missão será Padalka, que a seus 53 anos é um veterano cosmonauta que já viajou duas vezes à ISS e uma à lendária estação soviética MIR, totalizando 585 dias no espaço.


Para Acaba, ex-professor de ciências e matemática, que acedeu ao programa de astronautas da Nasa em 2004 e voou ao espaço nas hoje aposentadas naves americanas, essa será sua segunda missão a bordo da ISS.


Já o russo Revin, de 46 anos, voa pela primeira vez ao espaço, embora faça parte do programa de pilotos da Roscosmos, a agência espacial russa, desde 1996.


Além dos tradicionais experimentos e caminhadas espaciais, a 31ª missão deve lançar um satélite que se encarregará de prever os prazos e o lugar da queda em nosso planeta dos restos de estruturas espaciais e satélites de comunicações.


O programa científico da expedição inclui a realização de 40 experimentos em áreas como ecologia, medicina e física.

30 Abril 2012

Brasil e China fecham Plano Decenal de Cooperação Espacial

InfoRel

Brasília - O Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil - China irá contemplar o desenvolvimento dos futuros satélites da série CBERS e outros para aplicações e técnicas de calibração de sensores e geoprocessamento, coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pela Administração Nacional Espacial da China (CNSA).


A cooperação sino-brasileira teve início na década de 1980 e já permitiu o lançamento do CBERS 1, 2 e 2B. Em novembro, deverá ser lançado o CBERS-3.

O Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil - China nasceu em 2011. Em fevereiro deste ano, foi criado um Grupo de Trabalho Técnico para elaborar a proposta brasileira.

De acordo com o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, em junho, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao virá ao país para a Rio+20 e manterá reuniões de trabalho com a presidente Dilma Rousseff. A idéia é que as prioridades da cooperação espacial sejam definidas pelos dois países.

Na avaliação de Li Jinzhang, os dois países precisam fortalecer a colaboração para aumentar a distribuição internacional dos dados dos satélites CBERS-03 e CBERS-04, com novas estações terrestres de recepção de seus dados, visando ampliar as aplicações ambientais de monitoramento dos ecossistemas terrestres e outras aplicações de interesse global; implementar o Programa CBERSs for Africa, colocando em prática os Memorandos de Entendimento para a recepção de imagens do CBERS-3, assinados com a África do Sul, a Espanha (para a implantação da Estação terrestre de Maspalomas, nas Ilhas Canárias) e Egito (para a implantação da Estação de Aswan); elaborar e assinar o Memorando de Entendimento entre MCTI e CMA (Administração Meteorológica da China) destinado a criar o Centro Brasil-China de Pesquisa Meteorológica por Satélite, tendo como agências implementadoras o INPE e o NSMC (Centro Nacional de Satélites Meteorológicos da CMA); fortalecer o trabalho conjunto entre INPE e CEODE (Centro de Observação da Terra e da Geoinformação Digital) no mapeamento de aplicações para a agricultura; no desenvolvimento de acesso aberto e gratuito de ferramentas computacionais; na modelagem ambiental; nos sistemas de monitoramento de desastres naturais e tecnologia espacial para o estudo das mudanças ambientais globais; fortalecer a colaboração entre INPE e o CSSAR (Centro de Ciência Espacial e de Pesquisa Aplicada), com a realização de observações conjuntas e estudos da ionosfera e atmosfera média e alta em baixas latitudes; e dar continuidade ao acordo que estabelece o apoio das estações terrestres do Brasil aos vôos tripulados das missões Shenzhou, em colaboração com o Centro Chinês de Lançamento e Rastreamento (CLTC - China Launch and Tracking Center).

Mais cooperação

Principal parceira comercial do Brasil desde 2009, a China também quer ampliar a cooperação em áreas essenciais de ciência, tecnologia e inovação, como nanotecnologia, biotecnologia, computação e tecnologias da informação e comunicação, e políticas de inovação.

Também está previsto que universidades chinesas receberão estudantes brasileiros do Programa Ciência sem Fronteiras.

Além disso, os dois países cogitam colaborar em áreas como mudanças climáticas, energia nuclear, recursos hídricos, engenharias, ciências dos materiais e recursos minerais - em pouco tempo a China responderá por 50% do consumo de metais como cobre, zinco, alumínio, níquel, estanho e chumbo - uma vez que nos últimos dez anos, seu consumo desses minérios pulou de 10% para 40%.

Brasil e China também pretendem ainda trabalhar na área de bambu, em pesquisa científica, tecnologia industrial e agregação de valor. Para tanto, será criado o Centro Sino-Brasileiro de Tecnologia de Bambu em local ainda a ser definido.


Investimentos

No dia 26, o Secretário-Executivo da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), Emilio Garofalo Filho, recebeu delegação de autoridades e jornalistas da província de Cantão, localizada no Sul da China.

O chefe da delegação, o diretor-geral da Secretaria de Assuntos Exteriores da província de Cantão, Fu Lang, afirmou que o objetivo da visita ao Brasil é conhecer melhor o ambiente de investimento no país e incentivar a cooperação bilateral.

Na oportunidade, Emilio Garofalo Filho informou sobre a criação do Grupo Técnico de Estudos Estratégicos de Comércio Exterior, formado por representantes dos sete ministérios que compõe a CAMEX, e que terá um subgrupo específico para estudar estratégias comerciais para a Ásia.

No primeiro trimestre de 2012, a China foi o principal destino das exportações do Brasil.

No período, as vendas externas de empresas brasileiras para o país asiático totalizaram US$ 7,891 bilhões, o que representa um aumento de 10,6% se comparadas aos primeiros três meses de 2011.


Em relação às importações, atualmente a China é o segundo maior mercado de origem das compras externas brasileiras, atrás dos Estados Unidos.

De janeiro a março de 2012, as importações brasileiras da China chegaram a US$ 8,183 bilhões. Um crescimento de 13,9% em relação ao primeiro trimestre de 2011.

Perfil


O embaixador Li Jinzhang, de 58 anos, assumiu o cargo em 23 de janeiro e antes de servir no Brasil, ocupava o cargo de vice-ministro das Relações Exteriores, status que manterá no Brasil - nível atribuído hoje pelo Governo chinês a apenas 12 países.

Jinzhang serviu em Cuba entre 1976 e 1980 e entre 1990 e 1993, e na Nicarágua de 1988 a 1990. Também foi embaixador no México entre 2001 e 2003.

Ao retornar à China, dedicou-se aos temas da América Latina. Em 2006, assumiu o posto de vice-ministro, o terceiro na hierarquia da chancelaria, depois do ministro e do vice-ministro executivo.

Ele presidiu, pelo lado chinês, duas reuniões do Diálogo Estratégico Brasil-China (sobre a situação internacional), próprio para diplomatas com nível de vice-ministros, uma com o embaixador Roberto Jaguaribe e a outra com a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis.

20 Março 2012

Fiscalização online

Denize Bacoccina – IstoÉ Dinheiro

AMAZÔNIA

O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) investiu R$ 9,6 milhões em antenas que captam imagens de satélites internacionais. Com isso, as imagens da Amazônia, que antes demoravam duas semanas, agora chegam diariamente ao órgão. A informação em tempo real pode ajudar na fiscalização e na adoção de ações contra o desmatamento.

07 Março 2012

Terra enfrenta maior tempestade solar em cinco anos

AE - Agência Estado

Explosões na superfície do Sol nos últimos dias estão provocando as maiores tempestades geomagnéticas e de radiação solar enviadas em direção à Terra em cinco anos, disseram nesta quarta-feira especialistas em meteorologia espacial.

O auge da tempestade deve atingir a Terra no início da madrugada desta quinta-feira e durar até sexta-feira, com potencial para afetar redes de energia e sistemas de navegação por satélite e forçar aeronaves a alterar suas rotas em torno das regiões polares.

"O tempo no espaço ficou bastante interessante nas últimas 24 horas", disse Joseph Kunches, um cientista espacial da Agência de Pesquisa Oceânica e Atmosférica (Nooa, na sigla em inglês). O fenômeno começou no fim de domingo em uma ativa região do Sol conhecida como 1429, com uma grande explosão solar simultânea a uma rajada solar e plasma, chamada pelos cientistas como massa de ejeção coronal, que se deslocou em direção à Terra.

Satélites, redes de energia e até astronautas na Estação Espacial Internacional podem ser afetados pela tempestade de radiação solar, o que pode fazer com que eles tenham de procurar abrigo em partes mais protegidas do laboratório orbital, como fizeram no passado. "Falamos com companhias aéreas comerciais e sabemos que algumas já tomaram ações para mudar suas rotas, afastando-se dos polos", disse Kunches, acrescentando que mais tempestades podem ocorrer nos próximos dias porque a região 1429 deve permanecer ativa.

As informações são da Dow Jones.

06 Março 2012

José Raimundo Coelho será o novo presidente da Agência Espacial

Por Virgínia Silveira | Valor

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – O diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), José Raimundo Braga Coelho, está deixando o cargo para assumir a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB). A nomeação do cientista no "Diário Oficial da União" é esperada para os próximos dias.

Coelho foi convidado para assumir a agência pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, com quem trabalhou no Parque Tecnológico até março do ano passado.

Físico por formação, Coelho tem mestrado pelo Courant Institute For Mathematics Science . É considerado uma das pessoas de confiança de Raupp, tendo trabalhado como chefe de cooperação internacional e de gabinete do atual ministro, no tempo em que ele era diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 1985 e 1989. Foi no Inpe também que Coelho coordenou a área de engenharia e tecnologia e o programa de satélites feito com a China (CBERS), do qual participou desde o início.

À frente da direção do Parque de São José dos Campos desde março de 2011, quando Raupp assumiu a presidência da AEB, Coelho será substituído por Horácio Forjaz, graduado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e mestre em informática aplicada pelo Inpe.

Forjaz deixou a Embraer, onde trabalhou por mais de 30 anos, em maio do ano passado. Sua última função na empresa foi a de vice-presidente de assuntos corporativos, mas também acumulava responsabilidade sobre as áreas de desenvolvimento social, marketing, comunicação externa e relações institucionais. Ocupou ainda diversas posições nas áreas de engenharia de sistemas e design, tendo sido diretor técnico no período em que a companhia ainda era estatal.

Membro do conselho diretor da SAE Brasil, associação global especializada nos mercados aeroespacial e automotivo, Forjaz também foi presidente da entidade entre 1997 e 1998.

02 Março 2012

Base no Maranhão simulará lançamento de foguete

Primeiro teste desde o acidente de 2003 que matou 23 pessoas lançará uma nave sem combustível

ERNESTO BATISTA, ESPECIAL PARA O ESTADO DE SP , ALCÂNTARA (MA) - O Estado de S.Paulo

O Comandante do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), tenente-coronel César Demétrio Santos, anunciou ontem que a unidade fará uma simulação de lançamento do foguete lançador de satélite nacional VLS-1. O anúncio foi feito durante a comemoração dos 29 anos de fundação do centro espacial.

A operação de lançamento simulada não tem data marcada, mas está previsto o uso de um foguete inerte (sem combustível) em escala real para treinar os procedimentos de montagem do veículo, preparação de carga útil e operação de lançamento.

É a primeira vez que um foguete do tamanho do VLS-1 será testado em Alcântara desde o acidente com VLS-1 V03, em agosto de 2003, que matou 23 engenheiros e técnicos do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). Desde então, o programa para desenvolver tecnologia de construção de veículos espaciais complexos, como o VLS-1, está virtualmente parado.

A previsão inicial era que o programa do VLS-1 seria retomado em 2009, mas falta de recursos fez com que ele fosse adiado por vários anos. Antes duas outras tentativas de lançar o VLS-1 de Alcântara fracassaram.

A Torre de Móvel de Integração (TMI), perdida no acidente de 2003 e onde o VLS-1 é montado e lançado, foi reconstruída com modificações, como torres para prevenir descargas atmosféricas. Missões menores com foguetes de teste têm sido feitas para manter a proficiência dos técnicos do CLA na operação de lançamentos espaciais.

Outros projetos. O comandante do CLA também anunciou que em 12 dias começa a primeira campanha de lançamento real de veículos espaciais brasileiros em 2012. A previsão é de que seja lançado um VSB-30 no dia 16 de março.

"Nosso foco para o biênio 2012 e 2013 é a preparação de foguetes e veículos de lançamento. Além disso, temos outros projetos no âmbito social, como é o caso do Alcântara Sustentável, que visa ao desenvolvimento dessa região", disse Santos.

14 Fevereiro 2012

Primeiro satélite brasileiro completa 19 anos

InfoRel

Brasília - O primeiro satélite brasileiro, o SCD-1, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), acaba de completar 19 anos em operação, retransmitindo informações para a previsão do tempo e o monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações. De acordo com o INPE, o SCD-1 já deu cerca de 100,3 mil voltas ao redor da Terra, tendo percorrido cerca de 4,5 bilhões de quilômetros, o que corresponde a 5.910 viagens de ida e volta à Lua.

O lançamento do SCD-1 pelo foguete americano Pegasus, em 1993, marcou o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, agora chamado de Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda). Este sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem a um centro as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.

O INPE informou ainda que o sistema fornece dados para instituições nacionais governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis. O satélite capta os sinais das PCDs instaladas por todo o território nacional e os envia para a estação de recepção e processamento do INPE em Cuiabá (MT).

Depois, os dados são transmitidos para o INPE Nordeste - o centro regional da instituição de pesquisa, localizado em Natal (RN) -, onde são processados e distribuídos aos usuários a partir do site http://sinda.crn2.inpe.br/PCD. Atualmente, o sistema é composto pelos satélites SCD-1 e SCD-2, este lançado em 1998.

08 Fevereiro 2012

Nasa quer 'táxis' para a Estação Espacial

Por Irene Klotz
REUTERS - O Estado de SP


A Nasa espera que pelo menos duas empresas norte-americanas projetem e fabriquem táxis espaciais para levar e trazer astronautas no trajeto entre a Terra e a Estação Espacial Internacional, disseram gerentes do programa na terça-feira.


A Nasa planeja investir 300 a 500 milhões de dólares em cada uma das firmas selecionadas sob uma parceria prevista para durar 21 meses, disse Ed Mango, gerente do programa de Tripulação Comercial da Nasa, em um evento no Centro Espacial Kennedy, no mesmo dia da oficialização da iniciativa.

O novo programa incrementa investimentos anteriores da agência espacial norte-americana em firmas voltadas para a construção de naves. Com a aposentadoria da frota de ônibus espaciais dos EUA, no ano passado, a Rússia passou a ter o monopólio no transporte de tripulantes da Estação. A China, único outro país a manter voos espaciais tripulados, não participa do projeto do laboratório orbital.

A Rússia cobra da Nasa cerca de 60 milhões de dólares por tripulante transportado até a estação, que orbita a Terra a cerca de 385 quilômetros da altura, e recebe seis tripulantes por vez - dos EUA, Rússia, Europa, Japão e Canadá.

As firmas que ganharem a concorrência terão até maio de 2014 para concluir os projetos, e se as verbas permitirem a intenção é testar as naves até meados da década, segundo Mango.

No voo de demonstração, a nave, com capacidade para pelo menos quatro astronautas, deve ser capaz de alcançar uma altitude de pelo menos 370 quilômetros, manobrando no espaço e permanecendo em órbita por pelo menos três dias, segundo o executivo.

Desde 2010, a Nasa já investiu 365,5 milhões de dólares em empresas privadas, sendo 130,9 milhões na Boeing, 125,6 milhões na Sierra Nevada Corp. e 75 milhões na SpaceX.

A Boeing está desenvolvendo uma cápsula chamada CST-100, que voaria a bordo do foguete Atlas 5. A SpaceX, já escolhida pela Nasa para levar cargas à Estação Espacial, pretende modernizar sua nave cargueira Dragon e o foguete Falcon 9, para que também possam voar com tripulantes.

A Sierra Nevada está desenvolvendo um veículo alado chamado Dream Chaser, que parece um ônibus espacial em miniatura. Assim como a nave da Boeing, essa também seria lançada com o Atlas 5, que é fabricado e vendido pela United Launch Alliance, joint-venture da Boeing e Lockheed Martin.

A Nasa tem 406 milhões de dólares para gastar em novos programas para voos comerciais tripulados no ano fiscal que começa em 1O de outubro. Mango disse que cerca de três quartos da verba estão disponíveis para a próxima fase do programa, e que os escolhidos devem ser anunciados em julho ou agosto.

A agência espacial dos EUA espera que seus astronautas possam usar os voos comerciais a partir de 2017, aproximadamente.

03 Fevereiro 2012

Brasil e Japão terão cooperação espacial

InfoRel 

Brasília - O ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, reuniu-se com o diretor da Japan Aeroespace Exploration Agency (Jaxa), Hideshi Kozawa, nesta terça-feira, 31, para discutir o modelo de cooperação espacial que Brasil e Japão pretendem adotar.

Para Marco Antônio Raupp, é fundamental que os esforços conjuntos abarquem tecnologia, aplicação e indústria. Ele enviará uma comitiva ao Japão em março para dar continuidade às negociações.

Raupp propôs o Programa Internacional de Medidas de Precipitação (Global Precipitation Measurement - GPM), desenvolvido pela agência espacial japonesa e pela National Aeronautics and Space Administration (Nasa, dos EUA) e aberto à participação internacional por meio de agências espaciais e meteorológicas, como ponto de partida da cooperação.

De acordo com o MCT, a iniciativa visa monitorar globalmente, por meio de satélites, as precipitações na atmosfera, em alta resolução temporal. O Brasil participa do programa com campanhas científicas, desenvolvimento de algoritmos e desenvolvimento de um satélite da constelação.

Raupp destacou que o país está consolidando o Sistema Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais e um acordo nesse âmbito poderia ter um impacto muito positivo. "A idéia é começar com algo bem concreto, e depois estimular a ampliação dos trabalhos conjuntos", afirmou.

Ele destacou ainda as cinco décadas de existência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e a cooperação brasileira com a China. 

Seminários 

Nos dias 1º e 2 de fevereiro, representantes governamentais e industriais dos dois países se reunirão em seminários na Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília, e no Inpe, em São José dos Campos para apresentar as respectivas ações em andamento, tecnologias e interesses.

Os eventos, com o objetivo de já engatilhar projetos conjuntos, têm a Embaixada do Japão em Brasília como coorganizadora.

Entre os temas programados estão o Programa Espacial do Japão e o uso de satélites na proteção do meio ambiente e na redução do impacto dos desastres naturais; a cooperação internacional do Japão e as aplicações industriais dos conhecimentos e tecnologias espaciais; e as possibilidades de cooperação espacial Brasil-Japão com parcerias entre os setores público e privado, bem como de cooperação com países sul-americanos no uso dos conhecimentos espaciais. A colaboração estará em pauta tanto no campo das joint ventures quanto no das instituições de pesquisa científica e tecnológica.

27 Janeiro 2012

Pedra lunar trazida pela Apolo 11 revela novos dados sobre a Lua

Em Washington

A Lua pode ter tido um núcleo ígneo como o da Terra - causado por metais líquidos - durante mais tempo do que se pensava, segundo o estudo de uma rocha lunar trazida pelos astronautas da nave Apolo 11 publicado na última quinta-feira (26).

A descoberta da magnetização que permanece nas amostras de rochas coletadas pelas missões lunares Apolo e pelas observações da crosta lunar sugerem que a Lua teve um núcleo metálico e um campo magnético de dínamo.

O efeito dínamo consiste na geração espontânea de um campo magnético em um fluido condutor eletricamente neutro com o movimento de rotação.

Por exemplo, no caso da Terra, acredita-se que esse campo magnético é causado pelo movimento de convecção do ferro e níquel fundidos no seu núcleo.

Na edição desta semana da revista "Science", Erin Shea, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e sua equipe revelam que uma pedra lunar trazida pela Apolo 11, em 1969, registra a evidência de dínamo na Lua há 3,7 bilhões de anos.

Há muito tempo a comunidade científica suspeitava que a Lua tivesse um campo magnético de dínamo em seu núcleo.

Estas descobertas abrem uma nova questão ao considerar que o resfriamento do interior da Lua provavelmente não foi o principal impulsionador do dínamo, como sugere a teoria atual.

Os pesquisadores precisam encontrar fontes alternativas que podem ter gerado dínamo de tamanha longevidade.

21 Dezembro 2011

Nasa encontra dois planetas do tamanho da Terra

GIULIANA MIRANDA – FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO
 

Criado para caçar um planeta gêmeo da Terra, o telescópio espacial Kepler já encontrou, pelo menos, dois "primos". A Nasa (agência espacial americana) anunciou a descoberta de uma dupla que tem quase o mesmo tamanho do nosso planeta.

Associated Press



Os dois novatos orbitam uma estrela do mesmo tipo do Sol, localizada a quase 950 anos-luz da Terra e são, até agora, os dois menores planetas já registrados fora do Sistema Solar. 

Um deles é ligeiramente menor do que a Terra. O Kepler-20e tem 0,86 vez o raio terrestre. Já seu companheiro, o Kepler-20f, tem praticamente o mesmo tamanho. Seu raio é só 0,03 vez maior. 

Os cientistas acreditam que os dois planetas sejam rochosos, como a Terra, e tenham uma composição química parecida com a do nosso planeta. 

Apesar das semelhanças, ambos são provavelmente quentes demais para abrigar vida. Eles estão bem próximos da sua estrela, a uma distância relativamente menor até a que a de Mercúrio com o Sol. 

Por conta disso, em Kepler 20e a temperatura fica em torno de escaldantes 760°C. Já o Kelpler-20f, com 430°C, é um pouco mais ameno, mas ainda infernal. 

"Essa descoberta é um marco, pois se trata de planetas muito pequenos. Os pesquisadores estão refinando cada vez mais sua capacidade de localização", diz Carolina Chavero, pesquisadora de astronomia e astrofísica do Observatório Nacional. 

Além da dupla, a estrela Kepler-20 também têm outros três planetas ligeiramente maiores em sua órbita. 

O trabalho foi publicado na versão on-line da revista "Nature".

Tripulação da ISS dobra no fim de ano; nave partiu nesta quarta

FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO

A tripulação da ISS (Estação Espacial Internacional) vai dobrar durante as festas de fim de ano.

O astronauta Don Pettit, o cosmonauta Oleg Kononenko e o holandês Andre Kuipers partiram às 11h16 (horário de Brasília) desta quarta-feira a bordo do foguete russo Soyuz TMA-03M, que saiu do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. A previsão de chegada à ISS é na sexta-feira, às 13h22.

Dmitry Lovetsky/Associated Press

Lançamento do foguete russo Soyuz TMA-03M, que partiu da base de Baikonur, no Cazaquistão; veja mais fotos

Os três novos membros da estação orbital se juntam aos outros três que já se encontram na ISS. São eles: o comandante americano Daniel Burbank e os russos Anton Shkaplerov e Anatoly Ivanishin. 

Os seis integrantes trabalharão juntos durante cinco meses. O retorno está marcado para maio de 2012.

Bola metálica de 6 kg despenca do céu e cai na Namíbia

FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO

Uma bola metálica que possivelmente se desprendeu da órbita terrestre --onde existe uma quantidade nada desprezível de lixo espacial-- foi parar na Namíbia.
National Forensic Science Institute/France Presse

Parece um pequeno guizo, mas na verdade é uma bola metálica que pesa 6 kg e caiu na Namíbia em novembro
Em novembro, as autoridades locais contataram a Nasa e a ESA (as agências espaciais norte-americana e europeia) para notificá-las sobre a descoberta de uma bola de metal com 1,1 metro de diâmetro e peso de 6 kg

O objeto só não machucou ninguém por ter caído em uma região remota do país -- uma vila a 750 km da capital Windhoek. 

Segundo cálculos da Nasa, as chances de uma pessoa entre os cerca de 7 bilhões de pessoas que vivem na Terra ser atingida por um lixo espacial são de 1 em 3.200. 

Desde o lançamento do Sputnik 1 (o primeiro satélite artificial em órbita), são quase 54 anos sem qualquer registro de morte nesses termos. 

Na verdade, acredita-se que apenas uma única pessoa tenha sido atingida por lixo espacial. Em 1997, a americana Lottie Williams sentiu um baque no ombro que era um pequeno pedaço, diz a própria Nasa, de um foguete Delta. Ela não se machucou. 

O lixo que circunda o planeta Terra são restos de equipamentos usados em missões espaciais. 

Uma ou outra vez, essas sobras que flutuam aleatoriamente ameaçam bater na ISS (Estação Espacial Internacional).

02 Dezembro 2011

Programa espacial tem que incluir as empresas nacionais, diz presidente da AEB

Ricardo Koiti Koshimizu – Jornal do Senado 

Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp defende a inclusão das empresas nacionais no programa espacial do governo, "pois os produtos do setor têm alto valor agregado e podem gerar oportunidades de negócios". Ele participou, nesta quinta-feira (1º), da audiência pública promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado.

Ao destacar a importância do valor agregado, Raupp afirmou que "se um quilo de soja custa cerca de US$ 0,20 e um quilo de uma aeronave em torno de US$ 10 mil, um quilo de um satélite custa aproximadamente US$ 50 mil".

- Não podemos enveredar com dinheiro público em um programa ambicioso de construção de veículos espaciais sem que haja o envolvimento da indústria nacional - reiterou ele.

Raupp observou ainda que a participação das empresas no setor "também pode resultar em capacitação da indústria para que se possa competir no mercado global".

Por outro lado, o presidente da AEB concordou com as críticas de que o programa espacial brasileiro está atrasado em sua implementação - o senador Walter Pinheiro (PT-BA), que participou da audiência, está entre os críticos. Raupp disse que, "apesar do esforço dos últimos 30 anos, o programa não vem atendendo a muitas das grandes demandas da sociedade, como é o caso da internet de banda larga para regiões de difícil acesso e o fato de que não há satélites brasileiros para previsão do tempo".

- Utilizamos satélites norte-americanos para a previsão. E muitas vezes ficamos na mão - lamentou Raupp.

Ao apontar os problemas da dependência de satélites estrangeiros, Walter Pinheiro lembrou da importância das previsões meteorológicas para o planejamento da produção agrícola. O senador também argumentou que o governo brasileiro "cometeu no passado erros grosseiros em suas decisões relacionadas aos satélites".

Apesar de reconhecer esses problemas, Raupp também citou avanços, como o desenvolvimento de satélites para a gestão de bacias hidrográficas e a geração de imagens ópticas do território nacional que permitem o monitoramento de florestas.

Marco Antônio Raupp assumiu em março a presidência da Agência Espacial Brasileira, que é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

30 Novembro 2011

Lançamento de foguete de sondagem na Barreira do Inferno marca cooperação espacial entre Brasil e Alemanha

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

Brasília, 25/11/2011 – Para marcar os 40 anos de cooperação internacional entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Centro Espacial da Alemanha (DLR), o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado nas proximidades de Natal, no Rio Grande do Norte, realiza, às 20h desta sexta-feira (25/11), o disparo de um foguete suborbital Improved Orion, de fabricação norte-americana.

Tripulações da FAB e Marinha do Brasil estarão empenhadas na segurança da operação, interditando o espaço aéreo e marítimo nas proximidades do CLBI. Na Operação Brasil-Alemanha, o veículo e a carga útil serão de responsabilidade do DLR, com a equipe brasileira fazendo a integração, os testes, o lançamento e o rastreio.


Disparado de uma rampa móvel, o Orion é um foguete de sondagem monoestágio, não guiado, estabilizado por aletas, que pesa
500 kg e utiliza um motor carregado com propelente sólido. Ele atingirá uma altitude entre 95 e 105 km e cairá no Oceano Atlântico após percorrer uma distância em linha reta que pode variar entre 70 e 80 km.

A Operação Brasil-Alemanha prevê ainda o lançamento de um segundo foguete no dia 2 de dezembro: o VS-30 V8, um veículo de concepção brasileira, monoestágio a propelente sólido, com uma massa total da ordem de
1.500 kg. Segundo cálculos preliminares, Seu apogeu deverá estar entre 160 e 200 km, com impacto a uma distância entre 105 e 145 km.

Os dois disparos serão monitorados à distância pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, operando equipamentos de radar e estação de telemedidas.

Pesquisas


O VS-30 V08 carregará dois experimentos científicos, um proposto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e outro pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).  Este último tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade do foguete ou de um satélite no espaço.


A principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, que não estão presentes em receptores disponíveis comercialmente, como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites GPS. Atualmente os receptores GPS utilizados na área espacial, no país, são importados. O experimento conta com a cooperação do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).


O evento servirá também para o treinamento dos profissionais do CLBI para operar a estação móvel de telemedidas e o lançador móvel, além de interligar as estações de telemetria, radar e de tratamento de dados de localização das duas bases espaciais brasileiras.


Cooperação


O DLR pretende desenvolver tecnologias para construção de plataformas orbitais recuperáveis e experimentos de reentrada atmosférica que serão posteriormente utilizados em novos projetos de veículos lançadores reutilizáveis e aeronaves hipersônicas. Da parceria entre Brasil e Alemanha surgiram vários produtos, como o foguete de sondagem VSB-30, e projetos, como o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1).


O VSB-30 é um foguete biestágio, que transporta cargas úteis científicas e tecnológicas, de
400 kg, para experimentos na faixa de 270 km de altitude. Para experimentos em ambiente de microgravidade, o VSB-30 permite que a carga útil permaneça cerca de seis minutos acima da altitude de 110 km. Até hoje, foram efetuados onze lançamentos, todos com sucesso.

Projetado pelo Brasil com apoio alemão, o VLM, capaz de colegar micro e nano satélites em órbita, deve ser lançado no Brasil a partir de Alcântara (CLA), no Maranhão, em 2015.

26 Novembro 2011

Nasa afirma que está tudo pronto para lançamento do Curiosity

Jipe-robô vai buscar elementos essenciais para a vida, especialmente as substâncias orgânicas em Marte
 
Último Segundo


A Nasa afirmou que está tudo pronto para o lançamento do Curiosity para Marte. O Laboratório Científico de Marte será lançado a bordo foguete não-tripulado Atlas 5, da United Launch Alliance hoje (27) às 13h02 (horário de Brasília). De acordo com a previsão do tempo, as chances são de 70% de condições favoráveis para o lançamento.


Depois de uma viagem de 9,65 milhões de quilômetros nos próximos oito meses e meio, o jipe, robô se aproximará da cratera Gale de Marte. 


O novo jipe-robô vai buscar elementos essenciais para a vida, especialmente as substâncias orgânicas. O equipamento, projetado para durar dois anos, está equipado com dez ferramentas. Ele trabalhará em um local particularmente interessante do planeta, a cratera Gale, com 154 quilômetros de diâmetro. Dentro dela há uma montanha com depósitos em camadas, erguendo-se a 4.800 metros - o dobro da altura das camadas que formam o Grand Canyon, nos EUA.

17 Novembro 2011

Lua de Júpiter tem lagos pouco abaixo de superfície gelada

Bolsão de água líquida do tamanho dos Grandes Lagos americanos explicaria 'calombos' na crosta de Europa 

Cientistas acreditam que há interação entre o líquido e a superfície, o que poderia favorecer existência de seres vivos 

GIULIANA MIRANDA – FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO

Europa, uma gélida lua de Júpiter, pode ter um gigantesco bolsão de água líquida "apenas" três quilômetros abaixo de sua superfície congelada. A descoberta aumenta as chances de o satélite ter condições de abrigar vida.
A existência de água em grandes quantidades em Europa não é novidade. Os cientistas achavam, no entanto, que não havia contato entre a água "presa" sob o gelo e a superfície da lua.

O novo estudo, liderado por Britney Schmidt, da Universidade do Texas, e publicado na "Nature", usou dados da sonda Galileo para mostrar que não é bem assim.

"O estudo diz que a água está bem rasa, além de mostrar a existência de interação entre a superfície e as águas mais profundas", diz Rodney Gomes, astrônomo do Observatório Nacional.

A troca de nutrientes e energia entre a superfície e as águas sob o gelo aumenta as chances de um ambiente favorável à geração de vida.

Os pesquisadores estudaram regiões conhecidas como terrenos caóticos. Como o nome sugere, são formações irregulares, com áreas altas e outras afundadas, e formas parecidas com icebergs. Embora haja centenas delas no satélite, seu processo de formação era obscuro.

A partir do estudo de vulcões subterrâneos em áreas congeladas e da formação de icebergs aqui na Terra, os cientistas chegaram ao modelo do que acontece por lá.

No caso da lua, a água é esquentada não por vulcões, mas pela interação gravitacional entre ela e Júpiter.

A água mais quente forma bolhas de calor que "sobem". Essa água derretida forma lagos, que vão enfraquecendo a camada de gelo acima.

Conforme a camada de gelo vai cedendo, a superfície sofre modificações. Mais água vai se infiltrando e algo parecido com os nossos icebergs aparece no local.

A confirmação do estudo ainda depende da visita de uma nova sonda às luas de Júpiter. Com a Nasa sob sérias restrições orçamentárias, deve demorar um pouco.

08 Novembro 2011

Uma nova base de Alcântara

Presidente da Ucrânia diz que projeto com governo brasileiro deve estar concluído em 2013

Gilberto Scofield Jr. – O Globo

Um dos acordos a serem anunciados hoje após o encontro do presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, e da presidente Dilma Rousseff, em Brasília, será a ampliação da cooperação entre as instituições espaciais brasileira e ucraniana, com atenção especial à empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), criada em 2006 com o objetivo de recuperar o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, local de um grave acidente, em 2003, quando uma explosão da base do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) matou 21 cientistas.

Como em todos os acordos costurados pela diplomacia, o texto será vago e otimista, mas o fato é que, depois de anos praticamente paralisado, o projeto da nova base de Alcântara ganhou o carimbo de prioridade do governo ucraniano após a vitória eleitoral de Yanukovych ano passado. Ele afirmou que os trabalhos de construção de equipamentos espaciais na Ucrânia foram retomados e acelerados, de modo que a não apenas a Base de Alcântara do Maranhão esteja montada em 2013, mas o foguete espacial ucraniano Cyclone-4 pronto para, conforme acertado entre os dois países, lançar um satélite estratégico a ser utilizado pelos dois governos.

- Conforme o cronograma, estamos produzindo os equipamentos espaciais necessários para o projeto e sabemos que o Brasil completou o porto em Alcântara necessário para trazer os equipamentos da Ucrânia para o país - disse o presidente ontem, em entrevista ao GLOBO. - Já investimos US$100 milhões e não tenho dúvida de que este projeto será uma realidade em breve. O objetivo é que em 2013 tenhamos completado todo o trabalho inicial para o lançamento dos foguetes.

Yanukovych tratou de desmentir os telegramas divulgados este ano pelo grupo de ativistas Wikileaks, em que diplomatas dos EUA, em conversas com Washington, explicavam a paralisia do projeto da nova Base de Lançamento de Alcântara como uma mistura de falta de vontade política, ausência de condições de financiamento e impasses por conta de questões relativas a propriedade intelectual e transferência de tecnologia.

Yanukovych admite culpa pelos atrasos

Os problemas pela paralisia no projeto, admitiu o presidente, foram basicamente ucranianos, derivados da intensa luta pelo poder entre o grupo do atual governante e os líderes da Revolução Laranja, o ex-presidente e ex-primeiro-ministro Viktor Yushchenko e a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko - uma batalha que chegou ao ápice em fevereiro do ano passado, quando Yulia se recusou a aceitar a vitória de Yanukovych nas eleições ucranianas.

- No início do projeto, ainda em 2004, encontrei com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Fórum de Davos e expliquei a situação - contou Yanukovych. - Entramos na Ucrânia num período difícil, com pouca estabilidade política. Nossos problemas internos dificultavam a tomada de decisões. Agora, passadas as eleições nos dois países, o projeto vai crescer rapidamente. Depois da posse, liguei para a presidente Dilma no Brasil e lhe comuniquei nossa decisão de intensificar os trabalhos.

O presidente da Ucrânia, no entanto, lembrou que um projeto deste porte precisa de acompanhamento intenso para garantir a segurança de equipamentos e pessoas. E é essa garantia de segurança que definirá, afinal, o cronograma de lançamento, ainda a ser elaborado. Ele afirmou que um lançamento de satélite estratégico é interesse dos dois países e já foi, inclusive, conversado pelas equipes de Brasil e Ucrânia que trabalham em Alcântara. Pelo cronograma anterior, a Binacional ACS já deveria estar operacional em 2012, quando estaria lançando de um a quatro satélites por ano.

- Como é costume neste tipo de projeto, evitamos dar datas precisas, mas acredito que seremos surpreendidos positivamente em 2013. - disse Yanukovych.

Nasa 'resolve' mistério de dois mil anos sobre uma supernova

Correio Braziliense

Washington - Novas observações infravermelhas dos telescópios da Nasa revelaram como ocorreu a primeira supernova já registrada e como seus fragmentos se dispersaram a grandes distâncias.

A agência espacial dos Estados Unidos disse na segunda-feira que o Telescópio Espacial Spitzer e o Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) resolveram um mistério que data de há dois mil anos, quando os astrônomos chineses observaram o que resultou ser uma estrela em explosão.

As descobertas mostram que a explosão estelar ocorreu em uma cavidade oca, sem gás e poeira, que permitiu que o material expelido pela estrela viajasse muito mais rápido e mais longe que em outras circunstâncias.

"Este resquício da supernova tornou-se muito grande e muito veloz", explicou Brian Williams, astrônomo da Universidade Estatal da Carolina do Norte e principal autor de um novo estudo detalhando as descobertas dos telescópios on-line na Astrophysical Journal.

"É três vezes maior do que teríamos esperado de uma supernova que foi avistada em explosão há quase dois mil anos. Agora finalmente pudemos descobrir a causa", acrescentou.

Em 185 a.C, os astrônomos chineses notaram uma "estrela convidada", que apareceu misteriosamente no céu e ficou ali por cerca de oito meses. Na década de 1960, os cientistas determinaram que o misterioso objeto era a primeira supernova registrada.

Mais tarde classificaram o objeto, conhecido como RCW 86, como um remanescente de supernova localizado a cerca de 8 mil luz de distância, mas continuava sendo um mistério como os restos esféricos da estrela eram maiores que o esperado.

"Com múltiplos observatórios estendendo nossos sentidos no espaço, podemos apreciar plenamente a notável física por trás da agonia de morte desta estrela, e ainda seguir tão impressionados pelo cosmos como os antigos astrônomos", disse Bill Danchi, cientista do programa do Spizer e do WISE na sede central da Nasa em Washington.

Asteroide passará perto da Terra nesta terça

Band

Um asteroide do tamanho de um navio vai passar perto da terra amanhã à noite. A Nasa garante que não há risco de colisão.

05 Novembro 2011

04 Novembro 2011

Experimento da Aeronáutica mostra evolução do programa espacial brasileiro

Ensaio com novo propulsor para foguete espacial sinaliza desejo de o país caminhar para independência tecnológica no setor

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa


São José dos Campos, 03/11/2011 – Com a presença do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Juniti Saito, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou hoje, com sucesso, a “Operação Uirapuru” – ensaio de queima em banco de provas do propulsor S43TM, desenvolvido para compor o segundo estágio do Veículo Lançador de Satélites 1 (VLS-1).

Desenvolvida no Brasil, a família de foguetes VLS tem por objetivo enviar diferentes artefatos – como satélites – ao espaço. Os foguetes são lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no estado do Maranhão.

O ministro da Defesa percorreu as instalações do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e conheceu a família de foguetes de sondagem desenvolvidos pela unidade – que, inclusive, já foram exportados para países da Europa.

Foi a primeira visita oficial de Celso Amorim ao local desde que assumiu o cargo, em agosto deste ano. Na ocasião, o ministro destacou a importância estratégica do trabalho, capaz de garantir, no futuro, a necessária autonomia para o acesso ao espaço. “Programas como o VLS, tipicamente nacionais, são indispensáveis para que o Brasil obtenha sua independência tecnológica”, ressaltou.

Durante a visita, o diretor-geral do DCTA, tenente-brigadeiro Ailton dos Santos Pohlmann, fez uma apresentação sobre o órgão e alertou para a necessidade de realização de concurso público para cobrir as vagas que se abrirão por meio de aposentadorias.

Amanhã, o ministro da Defesa segue para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), para verificar os trabalhos de modernização da base.

O teste

Durante o ensaio, o processo de queima durou 62 segundos – o tempo previsto. O teste avaliou as modificações realizadas na proteção térmica flexível do domo dianteiro do motor (parte da chamada tubeira móvel) e serviu para determinar, entre outros parâmetros, o impulso específico, o empuxo e a aquisição de dados pelo sistema de telemetria embarcado em voo – de modo a permitir a comparação com os dados obtidos pelo sistema de medição em solo. Ao todo, foram registrados 75 parâmetros físicos.

CARACTERÍSTICAS DO PROPULSOR S43TM:
Massa de Propelente: 7.100 quilos
Comprimento do Propulsor: 8.000 milímetros
Diâmetro externo do Propulsor: 1007 milímetros

03 Novembro 2011

China conclui primeiro acoplamento de duas naves espaciais

O Dia 

Pequim (China) - O primeiro acoplamento espacial de duas naves espaciais chinesas, a Shenzhou 8 e a Tiangong 1, foi concluído com sucesso nesta quarta-feira durante a órbita dos dois veículos não tripulados ao redor da Terra, segundo as imagens ao vivo exibidas pela emissora estatal chinesa "CFTV".

À 1h36 local de quinta-feira (15h36 de quarta-feira de Brasília), a Shenzhou 8 (que em mandarim significa barco divino), lançada nesta terça-feira, se acoplou ao módulo Tiangong 1 (palácio celestial), em órbita desde 29 de setembro, quando ambas sobrevoavam o território da China.

A operação foi acompanhada por especialistas do programa espacial e políticos, que a presenciaram do Centro de Controle Aeroespacial de Pequim.

Controlada a partir da Terra com ajuda de diversos centros de observação aeroespacial chineses (e um situado no Paquistão), a ação durou cerca de meia hora. Nela, a nave Shenzhou se aproximou do módulo, entrou em contato com ele e, em seguida, o atraiu para perto. Por fim, desdobrou um sistema de ganchos e completou o acoplamento.

Boa parte da cúpula do Partido Comunista Chinês, incluindo o primeiro-ministro Wen Jiabao, observou a complexa operação no centro espacial - com exceção do presidente Hu Jintao, que se encontra na França para a Cúpula do Grupo dos 20 (G20, bloco das principais nações ricas e emergentes).

As duas naves permanecerão unidas orbitando ao redor do planeta durante 12 dias e se separarão no próximo dia 14, quando voltarão a realizar um segundo acoplamento experimental, este mais curto (dois dias), antes que a Shenzhou retorne à Terra.

O evento foi comemorado pelas autoridades de Pequim como um grande passo nos planos do regime de criar uma futura estação espacial permanente da China. O país considera este projeto uma prioridade, assim como a exploração da Lua, e espera iniciá-lo por volta de 2020.

Com este programa, a China, terceiro país a levar um astronauta ao espaço, quer demonstrar que possui tecnologia suficiente para trabalhar em bases permanentes no espaço, diante das objeções de alguns países - como os Estados Unidos - a que Pequim participe da Estação Espacial Internacional (ISS). 

As informações são da EFE 

17 Outubro 2011

Nasa compra assentos em nova nave espacial da Virgin Galactic

FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO

A empresa de turismo espacial Virgin Galactic fechou um negócio de US$ 4,5 milhões (R$ 7,8 milhões) com a Nasa (agência espacial americana).


O contrato permitirá que a agência espacial americana participe de voos de pesquisa da companhia.

Pelo acordo divulgado na sexta-feira, a Nasa poderá "fretar" até três voos na nova nave da empresa espacial privada, a SpaceShip 2.

O veículo, que faz viagens à órbita baixa da Terra, tem capacidade para até oito passageiros.

Cada um dos voos realizados pela Nasa poderia levar quase 600 kg de equipamento, o que deve permitir a realização de vários experimentos diferentes a cada viagem.

A Virgin Galactic vai fornecer um engenheiro especializado para acompanhar cada missão e ajudar a monitorar e conduzir os experimentos da maneira adequada.

De início, a Nasa se comprometeu a fretar um voo espacial da companhia, com a opção de repetir essa operação outras duas vezes.

Se tudo correr como o planejado e a agência espacial americana decidir levar à diante as três missões, o custo total da operação será de US$ 4,5 milhões.

"Nós estamos animados por estar trabalhando com a Nasa para oferecer à comunidade científica essa oportunidade de transportar experimentos no espaço", disse o executivo-chefe da empresa, George Whitesides, em nota.

"Uma enorme gama de disciplinas pode se beneficiar do acesso ao espaço. Mas, historicamente, essas oportunidades têm sido raras e muito dispendiosas", completou.

 
Segundo ele, a Virgin Galactic irá facilitar o acesso ao espaço, independentemente de se tratar de um astronauta, pesquisador ou turista.

Nesta semana, um outro anúncio da companhia chamou a atenção. Mike Moses, um dos veteranos do recém-aposentado programa do ônibus espacial, começou a trabalhar na empresa.

Ele assumiu a vice-presidência de operações da empresa da Califórnia.

Atualmente, a Nasa não tem meios para chegar ao espaço e depende de "caronas" pagas na nave russa Soyuz.

Brasil aposta em satélite com parceria da África do Sul e Índia

FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO
 

O projeto do primeiro satélite conjunto de Brasil, Índia e África do Sul deve ser reabilitado na próxima semana, durante o encontro do Ibas (cúpula que reúne os três países), em Pretória.

Proposto há dois anos pelo Brasil, o projeto compreende dois microssatélites, um para o estudo do clima espacial, outro para observação da Terra. 



Editorai de arte/Folhapress

O de clima espacial, dedicado ao estudo de fenômenos como tempestades solares, deverá ser o primeiro da parceria. No Brasil, a coordenação do projeto será do Inpe.

De acordo com os negociadores brasileiros, o custo total deve ficar em torno de US$ 10 milhões, além de cerca de US$ 7 milhões gastos para o lançamento do satélite. O custo é considerado relativamente baixo.

A África do Sul desenvolveria o chamado controle de atitude do satélite, o conjunto de instrumentos de posicionamento da máquina. O Brasil seria responsável pelos sensores de coleta de dados e caberia à Índia o lançamento da sonda.

Especialistas da área espacial ouvidos pela Folha afirmam, porém, que o gigante asiático está reticente em relação à parceria trilateral.

A Índia, afinal, é uma potência espacial emergente, que recentemente lançou uma sonda na superfície da Lua e não tem interesse em um projeto tecnologicamente mais elementar. O maior interesse indiano seria o de vender a tecnologia.

No encontro da próxima semana, que terá a presença da presidente brasileira, Dilma Rousseff, do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, brasileiros e sul-africanos irão pressionar politicamente os colegas asiáticos para embarcar no projeto.

O satélite era visto com entusiasmo no governo Lula, por dar "materialidade" ao grupo de países do hemisfério Sul. "Tem um aspecto positivo de cooperação tecnológica sul-sul", diz o diretor do Inpe, Gilberto Câmara.

A Índia, entretanto, é essencial para o projeto, porque o custo de lançamento de um microssatélite por quilo é mais elevado do que o de um satélite de 5 toneladas.

Além disso, como a ideia é cobrir tanto o Brasil quanto a África do Sul, a nave teria de ser lançada numa órbita oblíqua.

Ou seja, nem circulando os polos, como a maioria dos satélites de sensoriamento remoto, nem equatorial, como os satélites geoestacionários.

Para isso, seria necessário embarcar o microssatélite de "carona" com algum outro satélite num foguete indiano. "A Índia explora esse tipo de órbita", diz Câmara.

A África do Sul e o Brasil têm interesse em cooperação tecnológica, já que já são parceiros diplomáticos nos fóruns internacionais sobre uso pacífico do espaço. A África do Sul também abriga a primeira estação de recepção de imagens do satélite sino-brasileiro CBERS, que distribui imagens para a África.

O país africano tem, ainda, capacidade tecnológica "ociosa" nessa área, resquícios de um programa de cooperação nuclear com Israel durante o regime do apartheid (1948-1994).